"Lobo" é um belo filme sobre a amizade que surge entre um pastor de renas de uma tribo nômade e os lobos das montanhas.
O garoto, que foi escolhido pelo clã, uma pequena tribo composta por cinco ou seis famílias, para vigiar as renas e protegê-las do ataque de lobos, ao encontrar uma loba com seus filhotes, não tem coragem de matá-la e começa a se aproximar dos filhotes que, por fim, se acostumam com sua presença. A todo custo, ele tenta esconder a situação do clã, tarefa impossível quando os filhotes crescem e começam a atacar o rebanho.
O filme, por sorte (nossa), não é uma história de amor entre o homem e os animais, no melhor estilo norte-americano. Os lobos não o obedecem e não deixam de atacar as renas tornando-se vegetarianos. Por fim, Serguei (o garoto) percebe que é impossível domar a natureza segundo nossa vontade, mas que nem por isso devemos devastá-la.
As belas paisagens, os tons de marrom e branco que dominam a fotografia e tomadas aéreas, tornam o filme, plasticamente, muito agradável.
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